Londrina receberá os 4 times grandes Paulistas
Um grupo de empresários londrinenses capitaneados pelo ex-vereador Beto Scaff confirmou nesta terça-feira (24) o acerto com o Santo André para que o time recém-promovido à Série A do Brasileirão mande alguns de seus jogos no Paraná. O contrato deve ser assinado na proxima quarta-feira, em Londrina.
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Os empresários compraram seis jogos. No dia 4 de junho, o Estádio do Café receberá Santo André x Santos. Dia 29 de julho é a vez do Corinthians voltar à cidade. O atual tricampeão nacional, São Paulo, jogará no Café dia 20 de setembro. Fechando a programação, o Santo André enfrentará o Palmeiras dia 25 de outubro.
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Os outros dois jogos serão em Cascavel. Dia 16 de agosto a equipe do ABC paulista enfrentará o Inter-RS no Estádio Olímpico. Dia primeiro de novembro o jogo é contra o Grêmio. Pelo acordo, O Santo André ficará com 50% da renda do jogo, descontando a garantia dada para fechar o contrato. O valor não foi divulgado.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Vai Ser Lindo * *
História

Norte do Paraná, uma região de terra roxa e muito fértil, era até poucas décadas uma extensa floresta.
A colonização espontânea foi marcada pelo arrojo de homens saídos de Minas Gerais ou São Paulo, que foram chegando à área de Cambará, entre 1904 e 1908.
Rapidamente, a faixa entre Cambará e o Rio Tibagi - uma linha que representaria o futuro percurso da ferrovia São Paulo-Paraná - foi tomada por grandes propriedades
cujos donos, via de regra, as subdividiram em pequenas parcelas vendidas como lotes urbanos ou rurais.
Enquanto isso, vastas áreas de terra roxa de domínio estadual, localizadas a Oeste do Rio Tibagi, permaneciam praticamente inexploradas, sofrendo os efeitos de um lento e ineficaz plano de colonização do governo. Em 1920, percebia-se uma séria frustração nas expectativas de ocupação da área, em virtude da morosidade do Estado.
Havia falta de continuidade, recursos financeiros limitados e uma visível inépcia oficial. O quadro, além disso, já tinha sido agravado com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, que não apenas interrompeu o fluxo de imigrantes como também provocou desconfiança naqueles que já se encontravam na região.
A partir de 1922, o governo estadual começa a conceder terras a empresas privadas de colonização, preferindo usar seus recursos na construção de escolas e estradas. Em 1924, inicia-se a história da Companhia de Terras Norte do Paraná, subsidiária da firma inglesa Paraná Plantations Ltd., que deu grande impulso ao processo desenvolvimentista da área.
Naquele ano, atendendo a um convite do governo brasileiro - que sabia do interesse dos ingleses em abrir áreas para o cultivo de algodão no exterior - chega a Missão Montagu, chefiada por Lord Lovat, técnico em agricultura e reflorestamento. Lord Lovat ficou impressionado com a exuberância do solo norte-paranaense e acabou adquirindo duas glebas para instalar fazendas e máquinas de beneficiamento de algodão, com o apoio de "Brazil Plantations Syndicate", de Londres.
O empreendimento fracassou, devido aos preços baixos e à falta de sementes sadias no mercado, obrigando a uma mudança nos planos. Foi criada, assim, em Londres, a Paraná Plantations e sua subsidiária brasileira, a Companhia de Terras Norte do Paraná, que transformaria as propriedades do empreendimento frustrado em projetoimobiliários. Na verdade, era uma tentativa de ressarcir o grupo inglês do prejuízo do projeto anterior.
Já de início, a Companhia concedeu todos os títulos de propriedade da terra, medida inusitada para as condições da região e mesmo do Brasil. Por isso, os conflitos entre colonos antigos e os recém-chegados praticamente não existiram na zona colonizada pelos ingleses.
Porém, a grande novidade introduzida pela Companhia e que lhe valeria o "slogan" de "a mais notável obra da colonização que o Brasil já viu" foi a repartição dos terrenos em lotes relativamente pequenos. Os ingleses promoveram, desta forma, uma verdadeira reforma agrária, sem intervenção do Estado, no Norte do Paraná, oferecendo aos trabalhadores sem posses a oportunidade de adquirirem os pequenos lotes, já que as modalidades de pagamento eram adequadas às condições de cada comprador.
A Companhia explicitaria a sua política:
"Favorecer e dar apoio aos pequenos fazendeiros, sem por isso deixar de levar em consideração aqueles que dispunham de maiores recursos".
Este sistema estimulou muito a concentração da produção - principalmente cafeeira -, a explosão demográfica, a expansão de núcleos urbanos e o aparecimento de classes médias rurais.
O projeto de colonização, além disto, trouxe outras inovações, como a propaganda em larga escala, transporte gratuito para os colonos, posse das terras em quatro anos, alguma assistência técnica e financeira, levantamento de toda a área e até o mapeamento do solo em algumas zonas.
Londrina surgiu em 1929 como primeiro posto avançado deste projeto inglês. Na tarde do dia 21 de agosto de 1929, chega a primeira expedição da Companhia de Terras Norte do Paraná ao local denominado Patrimônio Três Bocas, onde o engenheiro Dr. Alexandre Razgulaeff fincou o primeiro marco nas terras onde surgiria Londrina.
O nome da cidade foi uma homenagem prestada pelo Dr. João Domingues Sampaio, um dos primeiros diretores da Companhia de Terras Norte do Paraná.
A criação do Município ocorreu cinco anos mais tarde, através de Decreto Estadual assinado pelo interventor Manoel Ribas, em 3 de dezembro de 1934.
Sua instalação foi em 10 de dezembro do mesmo ano, data em que se comemora o aniversário da cidade. O primeiro prefeito (nomeado) foi Joaquim Vicente de Castro.
Não e Justo

O procurador Francisco Xavier Pinheiro Filho, da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), manifestou-se ontem pela manutenção da cassação do registro da candidatura de Antonio Belinati (PP). Com este parecer anexo, o recurso apresentado pela defesa do candidato seguiu para o ministro-relator do processo, Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O órgão em Brasília é que vai decidir se o ex-prefeito participará ou não das eleições do dia 5 de outubro.
A candidatura de Belinati foi impugnada pelo TRE dia 9 deste mês com base na reprovação da prestação de contas de um convênio feito entre a Prefeitura e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em 1999, no total de R$ 150 mil (valores da época) para a readequação de estradas rurais. Belinati era o prefeito.
O parecer da PGE é apenas uma indicação para os ministros do TSE. Ontem, terminou o prazo determinado pelo tribunal para julgar todas as candidaturas pendentes. Em virtude do grande número de processos que chegaram a Brasília, este prazo não pôde ser cumprido. A decisão final sobre Belinati pode sair a qualquer hora.
O procurador Francisco Xavier Pinheiro Filho, da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), manifestou-se ontem pela manutenção da cassação do registro da candidatura de Antonio Belinati (PP). Com este parecer anexo, o recurso apresentado pela defesa do candidato seguiu para o ministro-relator do processo, Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O órgão em Brasília é que vai decidir se o ex-prefeito participará ou não das eleições do dia 5 de outubro.
A candidatura de Belinati foi impugnada pelo TRE dia 9 deste mês com base na reprovação da prestação de contas de um convênio feito entre a Prefeitura e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em 1999, no total de R$ 150 mil (valores da época) para a readequação de estradas rurais. Belinati era o prefeito.
O parecer da PGE é apenas uma indicação para os ministros do TSE. Ontem, terminou o prazo determinado pelo tribunal para julgar todas as candidaturas pendentes. Em virtude do grande número de processos que chegaram a Brasília, este prazo não pôde ser cumprido. A decisão final sobre Belinati pode sair a qualquer hora.
Líder nas pesquisas, ele afirma não admitir a possibilidade de ficar de fora das eleições. E que não tem expectativas para um julgamento breve de seu recurso. “Pode ser que não saia nem até segunda-feira”, diz. O candidato afirma que não aceita sequer a possibilidade de que o PP tenha que substitui-lo às vésperas das eleições. Uma troca, neste caso, seria permitida até 24 horas antes da votação. “Já temos um plano ‘b’”, diz ele. “B de Belinati”, completa.
Nos bastidores, comenta-se que o PP trabalha com a possibilidade de apresentar a candidatura
do vereador e sobrinho Marcelo Belinati, caso o tio não possa disputar o pleito. “Se não houver tapetão, casos iguais ou semelhantes ao meu já foram julgados em favor do candidato. Se não confiarmos na Justiça, aí é o fim do mundo”, afirma.
Eduardo Franco, advogado de Belinati, embarca nesta sexta-feira para Brasília, onde vai acompanhar o julgamento do recurso. “Vou fazer uma visita ao ministro-relator Marcelo Ribeiro e conversar com ele. Confesso que me sinto muito seguro a respeito do recurso. Vou procurar refrescar a memória do ministro sobre os casos que já foram julgados”, sustenta. Franco diz que o parecer da Procuradoria Eleitoral em Brasília “não acrescenta nenhum argumento novo” e que, portanto, não precisará combatê-lo.
FONTE: Jornal de Londrina (Marcelo Frazão)
